quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Debaixo das pedras

Não dizem de lembranças
Do que falta ou sobra
Na distância que escolheram

Os versos cinzas
Escritos no escuro
Ninguém mostra

Ao longe, noticiam sorrisos
Dias de sol
E alguma felicidade
Que os encontra no caminho

Nada dizem sobre lágrimas
Noites e luas
Sobre ruas em que não voltarão
Sobre espaços vazios

Vãos, enchem os dias de entulho
'Té que algo morra sem ar
Debaixo de tantas pedras.

4 comentários:

  1. ..e jogam confetes sobre eles mesmos
    nao lembrando o obvio..

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  2. ...e fingem que a vida continua, mas a vida já se foi faz tempo.
    Lindos versos, Fran!

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  3. "Vãos, enchem os dias de entulho
    ´té que algo morra sem ar
    debaixo de tantas pedras"

    De alguma forma, a gente escolhe o que morre debaixo das pedras e o que ainda merece oxigênio.

    Textos cada vez melhores, Fran, cada vez melhores.
    Saudades.

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  4. =D
    ótimo poema.
    Bom desenrolar de idéias.
    =)

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