sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Descalço

É sentir o pulsar do chão
apontando caminhos.

Quer como guia ou em blefes,
mas sempre companhia.

A carne toca, íntima e profundamente,
os passos: percalço, destino e rota vazia.

Na pele, terra.
Areia, pedra, poeira, rastro d´água.

Tanto quanto no corpo levo meus erros e fugas
na extensão dos pés, dou carona à estrada.

3 comentários:

  1. " na extensão dos pés, dou carona à estrada"
    bonito demais isso hein

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  2. Fran, gostei muito da poesia; que talento enorme você tem!!! me segue, bjus

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