segunda-feira, 1 de março de 2010

mais palavras soltas

Permaneço entre aspas pra me proteger. É que eu sei que quando a canção não mais sustentar esse meu desejo de verbo, vou chover desritmada em correnteza de palavra e sentido. E sinto que lhe faltariam letras ou cores pra que me pudesses ler. Minha lira é estridente aos teus ouvidos. Por certo que seria exagero.
Digo, repito, grito, mas sem palavra minha. Digo, repito, grito - protegida, mas exposta - com meu gesto irrefletido de seguir-te com os olhos, de curvar-me e consentir, de cantar tuas ausências, de sorrir atenções pequenas e caber em qualquer fresta.
Insisto silenciosa e paciente, enquanto solfejo a melodia dos contidos.
Já nem espero que escutes minha música-demasia. Maltrapilha e por mim mesma calada, não espero quase nada. Talvez uma despedida.

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Fragmento de texto antigo

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