sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Soneto cheio de engano

A gente acha que enxerga
Qualquer coisa além da janela
E acha que sabe o caminho
E acha que sabe ir sozinho

A gente descobre os sentidos
E acha que sabe o motivo
De gostos e toques, sorrisos
Do brilho no olho de alguém

A gente acha que os danos
Serão pendurados na conta
E que ninguém vai pagar

A gente acha que planos
Talvez por assim se chamarem - são retos
Mas é montanha, é andar

A gente acha e se perde.

3 comentários:

  1. Eu acho que...
    A gente acha...
    Só acha...
    Dúvidas e mais dúvidas
    A gente acha tantas coisas
    Menos a si próprio
    Infelizmente
    Viver é achar
    E ser fadado
    A achar calado
    Que nunca vai se encontrar

    Vinícius

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  2. Esse seu poema ficou realmente lindo. Gosto desses temas existencialistas. Sobre a angústia humana que é viver.

    Vinícius,
    Abçs

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