
Como se duna, sumiram essas perguntas, engolidas pela fome do tempo. A conversa já ficou para trás, abaixo das tarefas do dia. Melhor assim, que de mentira basta esse sol imenso fingindo afagos distantes.
Nessa angústia das esperas sem nome, eu mesma convido o vento a modificar o cenário. Reconstruir. Ele remexe a vida e deixa por baixo a tolice das palavras. De pouca memória, logo morrem as formas antigas de se perder.
Sobre elas virão novas ilusões e gestos e carinhos. Enquanto imagino o infinito, precipito e borro, em mim, um desenho sobre o fim. O vento desfaz a espera e, por agradecimento, compartilho com ele esse gosto de deserto.
Perfeito!Adoro seus textos,Fran...
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