Quando advertir de meus muitos enganos, não considere a personagem hiperbólica com que todos vocês retratam uma mulher. Acredite e se afaste sem promessas pelo ar. É pior imprimir essas marcas no tempo. Não consinta que por encanto se esconda a insensatez. Sou mesmo (de) partida. Estranha, dos que não sabem chegar ou permanecer. Sem jeito pra vida. Tem gente que é assim. Deve ser coisa de Deus, num dia de sono ou fúria ou talvez um humor refinado, daqueles que a gente só entende depois que passa. Pela casa ou vida adentro. Cecília não sabe se fica ou se passa, mas sabe que canta. Eu nem isso. Minha canção é assovio de criança, com os lábios tortos e um sopro desatento. Por certo que na leveza desse vazio, um dia, talvez ainda hoje, vou encontrar um peso que trava a vida, que faz doer os olhos, outra vez. Mas é disso que falo, e quero que acredite, quando eu disser de tantos enganos. Na incerteza do que pode tornar, há quem prefira não ser nada. Nem tentativa, nem tentador. Eu só quero desligar a luz, as esperas e esperanças e viver essa calma que inexiste. Boa viagem!
"This is my way of saying goodbye
Because I can't do it face to face
I'm talking to you
After it's too late
From my videotape"
Impressionante a cadência desse texto. Canta sim, menina. Canta muito. Bjo, Tom
ResponderExcluirpreciso te mostrar mais radiohead pra você postar.
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