sábado, 15 de janeiro de 2011

Conteúdo


O cansaço de Cecília,
O desassossego de Pessoa,
A beleza mais triste das mulheres
Em quem Chico desenhou seus traços
Há em mim tantos espaços
E o sentimento do itabirano:
"eta vida besta"

Como se náufrago ou sobrevivente
Tenho sim o presente dos velhos
E apegos escassos
Dos doentes, o passo
Dos ausentes, retratos
Memórias editadas de ilusões

Sou dos que ora vivem por educação
Ora por pirraça
Dos que não veem graça
Mas riem da solidão
E outras piadas
Dos que por muito olharem
Já não veem nada

Às vezes me levanto
calço as botas de borracha
e decido enfrentar esse chão barrento
às vezes digo que não, obrigada.

3 comentários:

  1. Lindo, lindo, lindo.
    Como a autora.

    ResponderExcluir
  2. quem te cantou por aqui em Franzita?!Quem foi o covarde que nao se identificou?rsrs Parabéns lindo texto.

    ResponderExcluir
  3. Aneim, que preguiça de comentário anônimo. ¬¬

    ResponderExcluir