quinta-feira, 19 de maio de 2011

Amanhã

Só sentia vontade de ver a lua
Quando noite não mais havia
Não era esquecimento, nem preguiça
Medo, talvez
De perder a utopia
A tristeza bonita que carregava no colo

O bordado também nunca terminava
Fazia devagar, o desenho mais difícil
Rabiscava o infinito
Tentando reproduzir suas cores
E tantos remendos

À noite, não concluía a estrofe
Deixava um verso incompleto
Pra ter no que pensar assim que abrisse os olhos
Pra querer acordar
E ver na caixa do correio
Se chegou felicidade.

3 comentários:

  1. Tô não, Lucas. Texto antigo só pra não deixar o blog à mingua. Bjos e obrigada pela visita por aqui. Sdd!

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