Naquele instante, as roupas caem no chão
num deslize modesto ou em voos imponentes pelo quarto.
E os corpos se unem, vulcânicos,
sobre lençóis que se rendem ao espetáculo.
Contudo, poucos são os que conseguem ver a virtude,
o sagrado-profano-laico imerso em sentidos vários.
Não percebem que bem maiores são as lutas travadas
nesse espaço de meia luz e tanta projeção.
Quase nada ali tem a ver com as formas do corpo,
exposto num leito e de algum modo domado.
Pouco se encerra em um brado,
cansaço, carícia ou movimento lento/acelerado.
Tolice só enxergar seios e pernas,
a beleza das proporções e texturas,
as palavras sussurradas de quem pede o que quer.
Pobre de quem desconheça
ou menospreze
o que realmente seja despir uma mulher.

lindo e delícia!
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